Saga Crepúsculo causa danos cerebrais

Eu juro que tento ter esperanças neste mundo, #juro! Mas aí vem um grupo de fãs desmioladas e me faz perder toda a esperança!

Eu desconheço a fonte, mas pelo que eu conheço das crianças de hoje em dia, eu dtenho certeza que é real!
Cadê os pais dessas meninas pra dar André Vianco e Anne Rice pra elas lerem?

“O grande escritor de livros fictícios, Stephen King, concedeu uma entrevista ao USA Weekend onde nela, o escritor fala da carreira das duas escritorias do momento, J.K. Rowling e Stephenie Meyer (escritora da saga Crepúsculo), que atualmente são reconhecidas mundialmente, assim como Stephen.

Stephen disse na entrevista que não sabe a sua influência que teve em Meyer, mas que ele já sabe que Rowling lia seus livros quando ela era mais jovem, o escritor elogia o trabalho da autora mas diz não gostar dos livros de Stephenie:

“Eu acho que sirvo como fonte para alguns escritores, e isso é muito bom. Tanto Rowling e Meyer são direcionadas a jovens, a diferença é que Jo é uma escritora maravilhosa e Stephenie Meyer não consegue escrever algo que vale a ser tão merecedor. Ela não é muito boa.”

(…)

Reação das fangirls (comentários reais copiados da notícia):
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Luu C.
INVEJOSO, NOJENTO, RIDÍCULO, SEM NOÇÃO, VÁ ESCREVER UM LIVRO E VENHA FALAR MAU DE QUEM QUER QUE SEJA.
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• ana c! (:
Luu
É o prazer que essa gente tem de criticar o trabalho de alguém.
Se ele acha o livro de Meyer ruim, porque não vai ele mesmo escrever algum?
Dae ele vai ver a frustração de ver um trabalho pra que você se esforçou sendo criticado por algum BABACA que não faz merda nenhuma :)
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Luu C.
O fato dele ser escritor também só torna a inveja mais pronunciada, tipo ‘ela é melhor que eu, vou esculachar ela.’
Louco, frustrado só por que os livros dele não fazem tanto sucesso, bjs.
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? D?bbi?
fora q isso neeem deve ter a vr com o fato d q ele é um escritor q atualmente mta gente nao conhece (como eu o/) e ela tbm é escritora e d mto sucesso
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‘ Teleco~/
Stephen King? quem é este mesmo…? é a mesma coisa das Rouges vir falar que acha a Madonna muito fraca ¬¬
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B.
Nem sabia da existencia da pessoa :~ tsc ²
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Giselly
Quem é esse SER chamado Stephen King (?)
Minha opinião: Só falou mal da Stephenie Meyer pq ela conseguiu fazer em pouco tempo o q ele não deve ter conseguido fazer em ANOS de carreira!
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Concordo com a kamila..
Esses criticoos se achaam neh..
Pelo amor de deus..
A opinião desse cara num importa..
Talvez ele deva checar o tamanho do sucessoo do livro..pra depoiis ficar falando..
:S
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???ph???
ciceramente king é ridiculo
fala mal dos outros e fica famoso é facil…
faze melhor que eles é meio complicado…

mayer é uma das melhores escritoras que eu ja lii

e seus livros estão em 1º loguar na lista de best sellers do the new york times um dos + renomados programas de tv americano!
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diana corti.
Q ridiculo isso!!!

Stephan King ta é cm inveja da Stephanie pq ele nao tm criatividade e habilidade suficiente pra chega aos pés dela.
Esses criticos se acham mtoo neh…eu nao me importo cm a opinião dele, pra mim a Stephanie sempre vai ser uma das escritoras mais s destaca no mundo inteiroo!!
p.s.: tambem gosto da J.K.
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Katherine
eu nem sei se essa criatura é homem ou mulher…
mais na real ela ou ele é mto sonso….. (ou sonsa)

night, night

Este é o fim do meu segundo dia de férias. Tenho um pc no escuro, uma mãe que dorme, um saco-cheio de testar coisas, de tentar recuperar, de tentar aprender.

Tem um saco-cheio de estar em casa: ao mesmo tempo que imploro para estar aqui, no aconchego do meu lar, há esta raiva incontida pelo marasmo, pelo não reconhecimento, pelo desprezo.

Anseio dias para estar em casa e tão logo chego, anseio pela hora de voltar. Mas tudo bem, a esta hora, amanhã, já estarei irritada por estar na casa da minha vó.

Não é que eu sou uma chata (ok, estou ficando), mas acho que quando sinto falta de casa, sinto falta de um calor que, na saudade, eu imagino que exista e, quando chego, vejo que é coisa da minha imaginação.

Sinto um aconchego enorme de estar no meu quarto, neste em que estou agora, aqui em Atibaia. Não suporto a cidade nem os outros cômodos da casa, mas amo meu quarto e só o meu quarto.

Mas pouco tempo passo nele e em paz. Porque quando eu venho para casa tem muita coisa para se matar a saudade. Pena que um segundo de conversa amarga-me por sentir falta.

E penso se essa falta é real ou se apenas um comportamento social automático. Por que eu insisto em vir pra cá passar raiva? Por que eu insisto em fazer coisas para agradar outras pessoas sabendo que elas não reconhecerão o valor desse fazer e, pior, ainda me humilham quando as coisas não saem como elas esperam e, pior ainda, por única e exclusiva culpa delas?

A pessoa pede para que eu a ajude. Faço. O plano não corre como o esperado. Por erro da pessoa. A pessoa me culpa. #WTF!? Eu juro que há anos tento entender essa equação.

E é por essas e outras eu eu me recuso a aceitar ajuda dos meus pais para qualquer coisa que eu vá fazer na vida! Se o que eles fazem de errado é minha culpa, imagina o que eu errar com alguma ajuda deles!

O que eu ainda não entendo é por que eu insisto em vir para casa.

O Caso de Ouro Preto

O Caso de Ouro Preto – Incompetência e Preconceito
Jul 7th, 2009 by felipedeamorim.
Em outubro de 2001, a jovem Aline Silveira Soares saiu de Guarapari, no interior do Espírito Santo para a cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. Com apenas a roupa do corpo e alguns trocados no bolso, seu objetivo não era visitar as esculturas de Aleijadinho ou passear pela arquitetura colonial considerada pela UNESCO como um dos patrimônios da humanidade. Além de ser o mais belo monumento ao ciclo do ouro colonial, Ouro Preto também é uma cidade universitária, sede da Universidade Federal de Ouro Preto e coalhada de repúblicas estudantis, muitas delas com décadas de existência e tradições. Uma dessas tradições é a Festa Do Doze, que em todo 12 de outubro reúne alunos e ex-alunos da UFOP para beber e curtir nas repúblicas e ruas da cidade. Era para essa festa que Aline seguia, acompanhada apenas de uma amiga, Liliane, e sua prima Camila Dolabella.
8 anos depois, em 3 de julho de 2009, Camila Dolabella entrou na sala do júri do Fórum de Ouro Preto para ser interrogada. Após ter amargado quase um ano na prisão, em 2005, e ter visto dois habeas corpus serem negados, Camila finalmente estava sendo julgada pela acusação de homicídio qualificado. A vítima seria sua prima Aline, que segundo a promotoria, teria sido assassinada por Camila, Edson Poloni Aguiar, Cassiano Inácio Garcia e Maicon Fernandes, todos os moradores da república Sonata, onde as jovens se hospedaram para a Festa. A causa do crime seria um jogo de RPG, que Aline teria perdido, sendo punida com a morte… mais especificamente uma morte ritual, de acordo com preceitos satânicos.
*********
O Caso de Ouro Preto está fadado a fazer parte dos anais do direito no Brasil. Não só pela violência do assassinato: Aline Silveira foi descoberta na manhã de 14 de outubro morta, nua, sobre um túmulo no cemitério Nossa Senhora das Mercês, com 17 facadas no corpo. A causa da morte seria engorjamento, uma facada fatal no pescoço. Mas o que se destaca é a completa incompetência, ignorância, má fé e os abusos perpetrados por aqueles que deveriam ser os fiadores da justiça no caso: o Ministério Público e a polícia de Ouro Preto.
Desde o começo a marca da investigação em Ouro Preto foi a combinação de inépcia e sensacionalismo. O caso caiu nas mãos do delegado Adauto Corrêa, na época sendo investigado por atentado violento ao pudor e coerção no curso de processo. Corrêa, este exemplar da probidade administrativa, não demorou para arranjar suspeitos para o crime. Logo arrolou como acusados em seu inquérito a prima de Aline e três jovens estudantes da república onde ela tinha ficado temporariamente hospedada. Em uma inovação do procedimento policial normal, o principal elemento incriminatório apontado pelo delegado não era a arma do crime, mas sim livros e postêres encontrados na república Sonata. Incluindo aí livros de RPG.
O RPG, ou role-playing game, foi inventado em 1974, nos Estados Unidos. Uma evolução dos então populares jogos de estratégia de tabuleiro, o RPG basicamente consiste de um grupo de jogadores que, trabalhando em conjunto e usando regras de jogo pré-definidas, tenta superar desafios propostos por um Mestre, responsável por narrar a história e organizar cada sessão de jogo. Com sua popularização, o jogo passou dar cada vez maior ênfase a interpretação, diminuindo o foco na estratégia e privilegiando o desenvolvimento de personagens. Uma das características principais do RPG é seu caráter cooperativo: os jogadores e o Mestre devem trabalhar em conjunto para criar uma boa história e garantir a diversão de todos. RPG não é competitivo, o que o tornou um jogo ideal para ser aplicado em processos educacionais em todo mundo. RPG também não é um jogo possível de se “perder” (uma vez que não há competição) e tampouco possui laços com satanismo.
Nenhum desses fatos importou para o delegado Adauto Corrêa. Desconhecendo os fundamentos do jogo de RPG, movido por intolerância cega e, talvez pressionado para apresentar resultados o mais rápido e espalhafotosamente possível (afinal de contas, até outro dia o principal réu nas páginas policiais era ele próprio) Corrêa decidiu que Camila, Edson, Cassiano e Maicon eram os responsáveis pelo crime. Corrêa estava suficientemente seguro de sua conclusão para poder se dar ao luxo de passar por cima e deixar de lado toda uma série de evidências, investigações e exames que seriam necessários para propriamente determinar o responsável pelo assassinato de Aline.
Corrêa, por exemplo, não levou em consideração o fato de que Aline mal tinha tido contato com Edson, Maicon e Cassiano. Apesar de estar hospedada na república deles, todos testemunhos concordavam que ela só dormia por ali, passando a maior parte do tempo pela cidade ou em festas em outra república, a Necrotério. Lá, testemunhas afirmaram que Aline passou tempo, isso sim, aos beijos com Fabrício Gomes, na época mal-afamado na cidade por um suposto envolvimento com o tráfico de drogas. Mais ainda, Fabrício Gomes e Aline Silveira teriam sido vistos em frente ao cemitério onde a jovem seria encontrada assassinada na manhã seguinte. Quando Camila Dolabella alertou o delegado Adauto Corrêa sobre o ocorrido, adicionando que Fabrício teria sido visto no dia seguinte à morte de Aline vestindo uma camiseta manchada de sangue, a resposta não foi promissora. Corrêa simplesmente anunciou que não queria saber de mais detalhes, pois ele já sabia quem eram os culpados.
Aline Silveira Soares foi localizada nua, com os braços abertos e pernas cruzadas, ao lado de roupas cuidadosamente arrumadas no chão, entre elas uma blusa coberta de esperma. O corpo tinha sido propositadamente arranjado dessa forma, fato evidenciado por uma trilha de sangue no local. Analíses toxicológicas revelavam traços de maconha no sangue da vítima. A investigação sob o comando de Adauto Corrêa não encontrou digitais dos suspeitos no local ou na arma do crime, econtrada próxima ao corpo. Também não comparou o esperma encontrado em Aline com o dos acusados. Na verdade isso seria impossível, uma vez que os policiais negligenciaram a coleta de material genético antes que ele fosse contaminado ou se deteriorasse. Tampouco foram localizadas drogas na posse dos acusados ou na república Sonata. Mas nada disso importava ao delegado Adauto Corrêa. Ele podia se dar ao luxo de desprezar evidências materiais e os testemunhos que contradiziam sua teoria. Afinal de contas, seu faro investigativo encontrava provas contra os quatro acusados em vários elementos considerados corriqueiros por um olhar não treinado. O fato de que Maicon Cassiano chegara a república Sonata naquela noite sem camisa, era evidência clara de que ele estaria fantasiado como um personagem de RPG. E, logo, era assassino. Embora não houvesse nada que indicasse que os acusados tinham passado pelo cemitério das mercês naquela noite, objetos tinham sido encontrados no local que poderiam ter servido num ritual. E se tinha havido ritual, os acusados tinham participado, afinal, para o delegado, eram todos obviamente satanistas. Outro elemento contundente contra os réus foi o fato de que eles terem limpado a república durante o curso investigação. Ignore-se que isso ocorreu quase uma semana após o crime, e que a polícia não tinha dado nenhuma instrução para que nada fosse alterado no local, apesar dos réus terem perguntado já nas primeiras horas do desaparecimento de Aline se deveriam preservar tudo intocado na república. Mas esse era justamente um exemplo do elemento mais incriminador de todos: o interesse dos jovens em desvendar o assassinato e ajudar a polícia só podia ser outra prova gritante de sua culpa. Como o delegado Adauto Corrêa sabia, criminosos sempre tentam agir como inocentes para despistar a polícia. Como o comportamento de Camila, Edson, Maicon e Cassiano denunciava a mais completa inocência, eles só poderiam ser culpados. Todos os quatro, apesar de que o laudo técnico deixava claro que as facadas em Aline tinham sido feitas por uma única pessoa.
A lógica tortuosa, irresponsável e perversa de Adauto Corrêa não avançou sem problemas. Após concluída a investigação, que indiciava os quatro jovens pelo assassinato, o caso chegou às mãos do promotor Edvaldo Pereira Júnior, que reconheceu prontamente a impossibilidade de dar seguimento aquele processo. Baseado em suposições, preconceitos e tentativas descabidas de fazer os fatos se conformarem à teoria (das mais mirabolantes), Pereira Júnior condicionou o seguimento do caso à realização de 17 diligências, que providenciassem alguma prova cabal, ou ao menos aceitável, sobre a culpa dos réus ou a identidade do assassino de Aline. Adauto Corrêa não realizou nenhuma dessas diligências, dando o caso por encerrado. Pereira Júnior tentou recorrer à Secretaria de Segurança Pública para afastar o delegado de seu cargo. Enquanto isso políticos oportunistas aproveitavam o caso para se promover, agitando a opinião pública e alimentando a indignação com boas doses de desinformação e mentiras. Um vereador chamado Bentinho Duarte passou uma lei proibindo o RPG em Ouro Preto. O promotor Fernando Martins iniciou processo contra as editoras Devir Livraria e Daemon tentando proibir a publicação de livros citados na investigação do caso. A mídia convencional se absteve de realizar qualquer trabalho jornalístico digno do nome e, seguindo a linha Fordiana de que se o factoide é melhor que o fato publica-se o factoide, deu ampla publicidade à teoria barroca de Corrêa, ao mesmo tempo que desprezava as hipóteses contraditórias. Apesar de se referirem aos réus como “suspeitos” ao invés de “assassinos”, o esforço de “imparcialidade” dos jornalões nunca atacou diretamente as óbvias irregularidades da investigação do caso nem contestou o caráter delirante da acusação. Enquanto isso, os quatro réus tentavam levar suas vidas, marcados pelo estigma de serem suspeitos de homicídio. Edson foi ameaçado de morte e trancou a faculdade. Maicon e Cassiano permanecerem em Ouro Preto, apesar da constante antagonização e assédio por parte de moradores da cidade. Camila retornou para Guarapari, onde passou a ser hostilizada pela família. Órfã de mãe, ela contou apenas com o apoio do pai durante todo o processo.
Em 2004, após três anos em que o caso esteve parado, ele saiu das mãos de Edvaldo Pereira Júnior e passou para a promotora Luíza Helena Trócilo Fonseca. Diferente de Pereira Júnior, que tinha se recusado a denunciar um processo tão eivado de inconsistências e sandices, Trócilo da Fonseca decidiu dar continuidade ao caso. Em 2005, Camila Dolabella e Edson Poloni foram presos. Quatro anos tinham se passado desde a morte de Aline, e nenhum dos acusados tinha apresentado qualquer atitude desabonadora até então. Edson saiu da cadeia após seis dias, sob efeito de uma liminar, mas Camila passou a maior parte daquele ano na detenção. Foi só quando o caso chegou ao Superior Tribunal de Justiça que a pena de prisão dos réus foi considerada descabida e lhes foi dado o direito de aguardarem o julgamento me liberdade, apesar das alegações do Ministério Público mineiro de que se tratavam de “contumazes jogadores de RPG, em todas suas modalidades“. Note que, até então, continuavam inexistentes qualquer evidência concreta de responsabilidade dos réus no assassinato de Aline Silveira. Eles estavam sendo presos e acusados por que tinham lido livros.
O caso permaneceu fora da mídia por alguns anos. Enquanto os réus tocavam a vida, a promotoria construía o caso e se preparava para o julgamento. Em 2006 a promotora Luíza Helena Trócilo Fonseca encontrou tempo para mandar apreender todas as edições de número 09 da revista Observatório Social, que denunciava na capa o uso de trabalho infantil nas mineradoras de Ouro Preto. A promotora se preocupava que as fotos expunham as pobres crianças, e afetavam negativamente a boa imagem da região… Mas, enfim. Em 2008 foi decidido que o caso de Aline Silveira seria levado à júri popular. Em 3 de julho de 2009, Camila Dolabella, Edson Poloni Lobo de Aguiar, Cassiano Inácio Gracia e Maicon Fernandes foram finalmente julgados pela acusação de homicídio qualificado. Na falta de prova contundente contra eles, a acusação optou por lançar novo ineditismo jurídico no direito brasileiro, ao sustentar que “o álibi dos réus era fraco”. Ou seja, não cabia à promotoria provar que eles tinham matado Aline Silveira. Eram os quatro estudantes que deveriam mostrar que não tinham cometido assassinato, ou serem presos. Contra eles pesavam diversas evidências “incriminadoras”: seus gostos musicais, cinematográficos, o jeito como se vestiam e seus hobbies. Em 5 de julho de 2009, o júri os declarou inocentes.
Não se tratou aqui apenas da óbvia falta de qualquer prova contra eles. O decisão final dos sete jurados foi de que, efetivamente, os quatro réus “não concorreram, de qualquer forma, para prática do crime”. Os jovens que tinham passado quase uma década sendo coagidos, assediados, ameaçados, difamados e perseguidos não eram os assassinos de Aline Silveira Soares.
Teorias sobre o que realmente aconteceu não faltam, e já circulavam desde os primeiros dias do caso. A mais verossímel é de que Aline teria se envolvido com uma negociação de drogas, durante a Festa dos Doze, e, sem dinheiro, teria concordado em manter relações sexuais como pagamento. Não há indícios de violência sexual em seu corpo, o que demonstra a consensualidade do ato, comprovado pela perícia necrológica. Como a primeira facada em Aline foi em suas costas, tudo indica de que ela foi atraiçoada pelo seu parceiro de negócios. Este permanece solto e impune.
Os interesses escusos, a ignorância e o preconceito é que são os verdadeiros criminosos no caso de Ouro Preto. Foram eles que permitiram que por uma década quatro jovens inocentes fossem perseguidos injustamente, sendo até mesmo privados de liberdade e forçados a fazer inúmeros e pesados sacrifícios pessoais. Foram eles que deram ao verdadeiro assassino de Aline Silveira, um homem brutal e cruel, um passe livre para permanecer à solta. Em uma sanha cega e irresponsável de achar um culpado a justiça de Ouro Preto falhou miseravelmente, e duas vezes: não puniu o culpado e vitimou mais inocentes. Esse tipo de atitude, ignorando procedimentos básicos do processo legal, atropelando direitos civis e apelando para o ódio e a intolerância como elementos de incriminação, não é compatível com o Estado de Direito. Eu não contei essa história aqui hoje para inocentar Camila, Edson, Cassiano e Máicon. Coube ao tribunal do júri fazer isso. Mas para tomar a atitude digna e necessária de todo cidadão: exigir a imediata investigação e punição dos responsáveis pelo caso do assassinato de Aline Silveira Soares. Sua irresponsabilidade e malícia, sua truculência e abuso de poder não podem, nem devem ser perdoadas, nem as sérias acusações de acobertamento dos verdadeiros responsáveis devem ser relevadas. Isso não pode ser permitido.
Os inocentes estão, enfim, livres. É mais que hora de punir os culpados.
*****
Incluo link para entrevista com Edson Lobo e Cassiano Araújo:
http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=111829
Mais detalhes do caso:
http://www.ouropreto.com.br/noticias/detalhe.php?idnoticia=2015
http://www.ouropreto.com.br/noticias/detalhe.php?idnoticia=2018
http://www.ouropreto.com.br/noticias/detalhe.php?idnoticia=2019

A bem dizer da verdade, estou cansada, beeeem cansada dessa história pelo simples motivo de eu levar para o lado pessoal, mesmo não tendo nenhum tipo de envolvimento com as vítimas (de Aline aos injustamente acusados). Mas é que eu queria ser sou jogadora… e a generalização banal e injusta me pegou pelo peito. Chega a doer…

Uma puta frescura, eu sei! Mas é assim  mesmo…

Além de ter de aturar a propagação da desinformação pela mídia, tiver de ler comentários que criaturas ignorantes, insensíveis e cegas, telespectadores do Datena postaram nos sites da grande mídia. E ouvir de um colega de trabalho a seguinte afirmação: “Presta atenção no que o mestre do jogo manda você fazer! E se ele fala que, pra você ganhar, você tem que fazer roleta russa ou sabe-se lá mais o que?” Isso cansa, irrita e cria aquela coceirinha na mão da caneta Bic, do tipo que te faz querer comprovar uma tese errônea.

E tem a sensação de impotência ao ver que tanto jogador se manifestar, correr atrás de mostrar a verdade e serem tachados de loucos. E não importa o quanto se fale e se grite, não se dá espaço para o outro lado, não se permite correções e jamais admite-se um erro.

Porque foi muito fácil e rápido a acusação injusta e a perseguição descabida. Mas quase desapercebida a anunciação do veredito, da execução da Justiça.

Enfim, calo-me, finalmente! O Felipe, no texto abaixo, foi muito esclarecedor. Queria desejar que nenhum tipo de injustiça tornasse a acontecer, mas é pedir demais, inocência demais…

Luzes eternas, precisamos!

O Caso de Ouro Preto – Incompetência e Preconceito

Jul 7th, 2009 by felipedeamorim.

Em outubro de 2001, a jovem Aline Silveira Soares saiu de Guarapari, no interior do Espírito Santo para a cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. Com apenas a roupa do corpo e alguns trocados no bolso, seu objetivo não era visitar as esculturas de Aleijadinho ou passear pela arquitetura colonial considerada pela UNESCO como um dos patrimônios da humanidade. Além de ser o mais belo monumento ao ciclo do ouro colonial, Ouro Preto também é uma cidade universitária, sede da Universidade Federal de Ouro Preto e coalhada de repúblicas estudantis, muitas delas com décadas de existência e tradições. Uma dessas tradições é a Festa Do Doze, que em todo 12 de outubro reúne alunos e ex-alunos da UFOP para beber e curtir nas repúblicas e ruas da cidade. Era para essa festa que Aline seguia, acompanhada apenas de uma amiga, Liliane, e sua prima Camila Dolabella.

8 anos depois, em 3 de julho de 2009, Camila Dolabella entrou na sala do júri do Fórum de Ouro Preto para ser interrogada. Após ter amargado quase um ano na prisão, em 2005, e ter visto dois habeas corpus serem negados, Camila finalmente estava sendo julgada pela acusação de homicídio qualificado. A vítima seria sua prima Aline, que segundo a promotoria, teria sido assassinada por Camila, Edson Poloni Aguiar, Cassiano Inácio Garcia e Maicon Fernandes, todos os moradores da república Sonata, onde as jovens se hospedaram para a Festa. A causa do crime seria um jogo de RPG, que Aline teria perdido, sendo punida com a morte… mais especificamente uma morte ritual, de acordo com preceitos satânicos.

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O Caso de Ouro Preto está fadado a fazer parte dos anais do direito no Brasil. Não só pela violência do assassinato: Aline Silveira foi descoberta na manhã de 14 de outubro morta, nua, sobre um túmulo no cemitério Nossa Senhora das Mercês, com 17 facadas no corpo. A causa da morte seria engorjamento, uma facada fatal no pescoço. Mas o que se destaca é a completa incompetência, ignorância, má fé e os abusos perpetrados por aqueles que deveriam ser os fiadores da justiça no caso: o Ministério Público e a polícia de Ouro Preto.

Desde o começo a marca da investigação em Ouro Preto foi a combinação de inépcia e sensacionalismo. O caso caiu nas mãos do delegado Adauto Corrêa, na época sendo investigado por atentado violento ao pudor e coerção no curso de processo. Corrêa, este exemplar da probidade administrativa, não demorou para arranjar suspeitos para o crime. Logo arrolou como acusados em seu inquérito a prima de Aline e três jovens estudantes da república onde ela tinha ficado temporariamente hospedada. Em uma inovação do procedimento policial normal, o principal elemento incriminatório apontado pelo delegado não era a arma do crime, mas sim livros e postêres encontrados na república Sonata. Incluindo aí livros de RPG.

O RPG, ou role-playing game, foi inventado em 1974, nos Estados Unidos. Uma evolução dos então populares jogos de estratégia de tabuleiro, o RPG basicamente consiste de um grupo de jogadores que, trabalhando em conjunto e usando regras de jogo pré-definidas, tenta superar desafios propostos por um Mestre, responsável por narrar a história e organizar cada sessão de jogo. Com sua popularização, o jogo passou dar cada vez maior ênfase a interpretação, diminuindo o foco na estratégia e privilegiando o desenvolvimento de personagens. Uma das características principais do RPG é seu caráter cooperativo: os jogadores e o Mestre devem trabalhar em conjunto para criar uma boa história e garantir a diversão de todos. RPG não é competitivo, o que o tornou um jogo ideal para ser aplicado em processos educacionais em todo mundo. RPG também não é um jogo possível de se “perder” (uma vez que não há competição) e tampouco possui laços com satanismo.

Nenhum desses fatos importou para o delegado Adauto Corrêa. Desconhecendo os fundamentos do jogo de RPG, movido por intolerância cega e, talvez pressionado para apresentar resultados o mais rápido e espalhafotosamente possível (afinal de contas, até outro dia o principal réu nas páginas policiais era ele próprio) Corrêa decidiu que Camila, Edson, Cassiano e Maicon eram os responsáveis pelo crime. Corrêa estava suficientemente seguro de sua conclusão para poder se dar ao luxo de passar por cima e deixar de lado toda uma série de evidências, investigações e exames que seriam necessários para propriamente determinar o responsável pelo assassinato de Aline.

Corrêa, por exemplo, não levou em consideração o fato de que Aline mal tinha tido contato com Edson, Maicon e Cassiano. Apesar de estar hospedada na república deles, todos testemunhos concordavam que ela só dormia por ali, passando a maior parte do tempo pela cidade ou em festas em outra república, a Necrotério. Lá, testemunhas afirmaram que Aline passou tempo, isso sim, aos beijos com Fabrício Gomes, na época mal-afamado na cidade por um suposto envolvimento com o tráfico de drogas. Mais ainda, Fabrício Gomes e Aline Silveira teriam sido vistos em frente ao cemitério onde a jovem seria encontrada assassinada na manhã seguinte. Quando Camila Dolabella alertou o delegado Adauto Corrêa sobre o ocorrido, adicionando que Fabrício teria sido visto no dia seguinte à morte de Aline vestindo uma camiseta manchada de sangue, a resposta não foi promissora. Corrêa simplesmente anunciou que não queria saber de mais detalhes, pois ele já sabia quem eram os culpados.

Aline Silveira Soares foi localizada nua, com os braços abertos e pernas cruzadas, ao lado de roupas cuidadosamente arrumadas no chão, entre elas uma blusa coberta de esperma. O corpo tinha sido propositadamente arranjado dessa forma, fato evidenciado por uma trilha de sangue no local. Analíses toxicológicas revelavam traços de maconha no sangue da vítima. A investigação sob o comando de Adauto Corrêa não encontrou digitais dos suspeitos no local ou na arma do crime, econtrada próxima ao corpo. Também não comparou o esperma encontrado em Aline com o dos acusados. Na verdade isso seria impossível, uma vez que os policiais negligenciaram a coleta de material genético antes que ele fosse contaminado ou se deteriorasse. Tampouco foram localizadas drogas na posse dos acusados ou na república Sonata. Mas nada disso importava ao delegado Adauto Corrêa. Ele podia se dar ao luxo de desprezar evidências materiais e os testemunhos que contradiziam sua teoria. Afinal de contas, seu faro investigativo encontrava provas contra os quatro acusados em vários elementos considerados corriqueiros por um olhar não treinado. O fato de que Maicon Cassiano chegara a república Sonata naquela noite sem camisa, era evidência clara de que ele estaria fantasiado como um personagem de RPG. E, logo, era assassino. Embora não houvesse nada que indicasse que os acusados tinham passado pelo cemitério das mercês naquela noite, objetos tinham sido encontrados no local que poderiam ter servido num ritual. E se tinha havido ritual, os acusados tinham participado, afinal, para o delegado, eram todos obviamente satanistas. Outro elemento contundente contra os réus foi o fato de que eles terem limpado a república durante o curso investigação. Ignore-se que isso ocorreu quase uma semana após o crime, e que a polícia não tinha dado nenhuma instrução para que nada fosse alterado no local, apesar dos réus terem perguntado já nas primeiras horas do desaparecimento de Aline se deveriam preservar tudo intocado na república. Mas esse era justamente um exemplo do elemento mais incriminador de todos: o interesse dos jovens em desvendar o assassinato e ajudar a polícia só podia ser outra prova gritante de sua culpa. Como o delegado Adauto Corrêa sabia, criminosos sempre tentam agir como inocentes para despistar a polícia. Como o comportamento de Camila, Edson, Maicon e Cassiano denunciava a mais completa inocência, eles só poderiam ser culpados. Todos os quatro, apesar de que o laudo técnico deixava claro que as facadas em Aline tinham sido feitas por uma única pessoa.

A lógica tortuosa, irresponsável e perversa de Adauto Corrêa não avançou sem problemas. Após concluída a investigação, que indiciava os quatro jovens pelo assassinato, o caso chegou às mãos do promotor Edvaldo Pereira Júnior, que reconheceu prontamente a impossibilidade de dar seguimento aquele processo. Baseado em suposições, preconceitos e tentativas descabidas de fazer os fatos se conformarem à teoria (das mais mirabolantes), Pereira Júnior condicionou o seguimento do caso à realização de 17 diligências, que providenciassem alguma prova cabal, ou ao menos aceitável, sobre a culpa dos réus ou a identidade do assassino de Aline. Adauto Corrêa não realizou nenhuma dessas diligências, dando o caso por encerrado. Pereira Júnior tentou recorrer à Secretaria de Segurança Pública para afastar o delegado de seu cargo. Enquanto isso políticos oportunistas aproveitavam o caso para se promover, agitando a opinião pública e alimentando a indignação com boas doses de desinformação e mentiras. Um vereador chamado Bentinho Duarte passou uma lei proibindo o RPG em Ouro Preto. O promotor Fernando Martins iniciou processo contra as editoras Devir Livraria e Daemon tentando proibir a publicação de livros citados na investigação do caso. A mídia convencional se absteve de realizar qualquer trabalho jornalístico digno do nome e, seguindo a linha Fordiana de que se o factoide é melhor que o fato publica-se o factoide, deu ampla publicidade à teoria barroca de Corrêa, ao mesmo tempo que desprezava as hipóteses contraditórias. Apesar de se referirem aos réus como “suspeitos” ao invés de “assassinos”, o esforço de “imparcialidade” dos jornalões nunca atacou diretamente as óbvias irregularidades da investigação do caso nem contestou o caráter delirante da acusação. Enquanto isso, os quatro réus tentavam levar suas vidas, marcados pelo estigma de serem suspeitos de homicídio. Edson foi ameaçado de morte e trancou a faculdade. Maicon e Cassiano permanecerem em Ouro Preto, apesar da constante antagonização e assédio por parte de moradores da cidade. Camila retornou para Guarapari, onde passou a ser hostilizada pela família. Órfã de mãe, ela contou apenas com o apoio do pai durante todo o processo.

Em 2004, após três anos em que o caso esteve parado, ele saiu das mãos de Edvaldo Pereira Júnior e passou para a promotora Luíza Helena Trócilo Fonseca. Diferente de Pereira Júnior, que tinha se recusado a denunciar um processo tão eivado de inconsistências e sandices, Trócilo da Fonseca decidiu dar continuidade ao caso. Em 2005, Camila Dolabella e Edson Poloni foram presos. Quatro anos tinham se passado desde a morte de Aline, e nenhum dos acusados tinha apresentado qualquer atitude desabonadora até então. Edson saiu da cadeia após seis dias, sob efeito de uma liminar, mas Camila passou a maior parte daquele ano na detenção. Foi só quando o caso chegou ao Superior Tribunal de Justiça que a pena de prisão dos réus foi considerada descabida e lhes foi dado o direito de aguardarem o julgamento me liberdade, apesar das alegações do Ministério Público mineiro de que se tratavam de “contumazes jogadores de RPG, em todas suas modalidades“. Note que, até então, continuavam inexistentes qualquer evidência concreta de responsabilidade dos réus no assassinato de Aline Silveira. Eles estavam sendo presos e acusados por que tinham lido livros.

O caso permaneceu fora da mídia por alguns anos. Enquanto os réus tocavam a vida, a promotoria construía o caso e se preparava para o julgamento. Em 2006 a promotora Luíza Helena Trócilo Fonseca encontrou tempo para mandar apreender todas as edições de número 09 da revista Observatório Social, que denunciava na capa o uso de trabalho infantil nas mineradoras de Ouro Preto. A promotora se preocupava que as fotos expunham as pobres crianças, e afetavam negativamente a boa imagem da região… Mas, enfim. Em 2008 foi decidido que o caso de Aline Silveira seria levado à júri popular. Em 3 de julho de 2009, Camila Dolabella, Edson Poloni Lobo de Aguiar, Cassiano Inácio Gracia e Maicon Fernandes foram finalmente julgados pela acusação de homicídio qualificado. Na falta de prova contundente contra eles, a acusação optou por lançar novo ineditismo jurídico no direito brasileiro, ao sustentar que “o álibi dos réus era fraco”. Ou seja, não cabia à promotoria provar que eles tinham matado Aline Silveira. Eram os quatro estudantes que deveriam mostrar que não tinham cometido assassinato, ou serem presos. Contra eles pesavam diversas evidências “incriminadoras”: seus gostos musicais, cinematográficos, o jeito como se vestiam e seus hobbies. Em 5 de julho de 2009, o júri os declarou inocentes.

Não se tratou aqui apenas da óbvia falta de qualquer prova contra eles. O decisão final dos sete jurados foi de que, efetivamente, os quatro réus “não concorreram, de qualquer forma, para prática do crime”. Os jovens que tinham passado quase uma década sendo coagidos, assediados, ameaçados, difamados e perseguidos não eram os assassinos de Aline Silveira Soares.

Teorias sobre o que realmente aconteceu não faltam, e já circulavam desde os primeiros dias do caso. A mais verossímel é de que Aline teria se envolvido com uma negociação de drogas, durante a Festa dos Doze, e, sem dinheiro, teria concordado em manter relações sexuais como pagamento. Não há indícios de violência sexual em seu corpo, o que demonstra a consensualidade do ato, comprovado pela perícia necrológica. Como a primeira facada em Aline foi em suas costas, tudo indica de que ela foi atraiçoada pelo seu parceiro de negócios. Este permanece solto e impune.

Os interesses escusos, a ignorância e o preconceito é que são os verdadeiros criminosos no caso de Ouro Preto. Foram eles que permitiram que por uma década quatro jovens inocentes fossem perseguidos injustamente, sendo até mesmo privados de liberdade e forçados a fazer inúmeros e pesados sacrifícios pessoais. Foram eles que deram ao verdadeiro assassino de Aline Silveira, um homem brutal e cruel, um passe livre para permanecer à solta. Em uma sanha cega e irresponsável de achar um culpado a justiça de Ouro Preto falhou miseravelmente, e duas vezes: não puniu o culpado e vitimou mais inocentes. Esse tipo de atitude, ignorando procedimentos básicos do processo legal, atropelando direitos civis e apelando para o ódio e a intolerância como elementos de incriminação, não é compatível com o Estado de Direito. Eu não contei essa história aqui hoje para inocentar Camila, Edson, Cassiano e Máicon. Coube ao tribunal do júri fazer isso. Mas para tomar a atitude digna e necessária de todo cidadão: exigir a imediata investigação e punição dos responsáveis pelo caso do assassinato de Aline Silveira Soares. Sua irresponsabilidade e malícia, sua truculência e abuso de poder não podem, nem devem ser perdoadas, nem as sérias acusações de acobertamento dos verdadeiros responsáveis devem ser relevadas. Isso não pode ser permitido.

Os inocentes estão, enfim, livres. É mais que hora de punir os culpados.

*****

Incluo link para entrevista com Edson Lobo e Cassiano Araújo:

http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=111829

Mais detalhes do caso:

http://www.ouropreto.com.br/noticias/detalhe.php?idnoticia=2015

http://www.ouropreto.com.br/noticias/detalhe.php?idnoticia=2018

http://www.ouropreto.com.br/noticias/detalhe.php?idnoticia=2019″

Dez Verdades sobre o RPG

Dez Verdades sobre o RPG
07/07/2009 – Heloísa Biagi.
A mídia generalizada cumpre perfeitamente seu papel em crucificar os RPGs e oferecer uma solução fast-food a crimes que expõem as mazelas da sociedade. Por aqui, como jogadora de RPGs há 8 anos de ficha criminal limpa e perfeito juízo mental, me sinto na obrigação de listar algumas verdades sobre os RPGs as quais eu mesma presenciei durante todo esse tempo – e cuja divulgação a poucos interessa.
A lista:
1 – RPGs estimulam o convívio social: jogar RPG, requer, no mínimo, duas pessoas: um mestre, responsável pela criação do roteiro do jogo e dos desafios, e um jogador, que deverá passar pelos desafios propostos pelo mestre. Porém, a grande maioria dos jogadores prefere grupos de 5 a 7 pessoas (ou mais) para enriquecer a história e tornar o jogo mais interessante. Reunindo-se periodicamente, os jogadores criam um compromisso com o RPG e um laço de união entre si, que geralmente transcende o script e transforma parceiros de jogo em amigos na vida real.
2 – Fortalecem as noções de trabalho em equipe: ao contrário da maioria dos jogos de estratégia, no RPG não há “vencedores” ou “perdedores”, e sim jogadores que devem colaborar entre si para enfrentar as situações propostas no roteiro. Juntos, eles devem planejar estratégias, debater opiniões e tomar decisões de acordo com o consenso do grupo para que todos sejam beneficiados, desenvolvendo assim seu espírito de trabalho em grupo.
3 – Aprimoram a comunicação interpessoal: nos RPGs, assim como no teatro, os jogadores “interpretam” seus personagens através da fala, da expressão e do modo de agir. Ao interpretar um personagem com traços e personalidade diferentes dos seus, o jogador experimenta novas formas de se comunicar e acaba por expandir as possibilidades da própria expressão pessoal.
4 – Desenvolvem a empatia do jogador: durante a trama, um personagem passa por diversas situações que lhe afetam emocional e psicologicamente: é ferido, perde amigos e entes queridos, é recompensado, ganha aliados, exerce influência sobre outros personagens, etc. Ao interpretar as reações do personagem diante de tais situações, o jogador desenvolve sua empatia e sua capacidade de compreender os sentimentos alheios.
5 – Agilizam o raciocínio: lutas, esquivas, fugas, armadilhas e enigmas são apenas alguns exemplos de desafios que fazem parte do roteiro dos RPGs. Resolvê-los requer do jogador a capacidade de pensar rápido e criar soluções para problemas e pode se tornar um verdadeiro exercício de raciocínio lógico que logo se transforma em benefícios na vida real.
6 – Incentivam a criatividade: todo o enredo do jogo se passa no imaginário dos participantes. Embora os jogadores volta e meia utilizem imagens de referência e esquemas para maior compreensão do roteiro, cada jogador acaba criando uma visão das situações a partir da própria imaginação, aprimorando assim sua capacidade de conceber mentalmente cenários e ações.
7 – Estimulam ambos os hemisférios do cérebro simultaneamente: ao estimular tanto o raciocínio lógico do jogador quanto sua imaginação, o RPG propicia ao jogador benefícios semelhantes aos da leitura de um livro, que desenvolve simultaneamente ambos os hemisférios do cérebro (direito e esquerdo).
8 – Enriquecem o conhecimento: a história de Dungeons and Dragons, o pioneiro e um dos mais populares RPGs de todos os tempos, se passa em um mundo fantástico paralelo baseado na Idade Média e possibilita a seus jogadores a familiarização com vários aspectos da cultura medieval, como as batalhas, vestimentas, hábitos, alimentação e hierarquia social. Outros jogos como o GURPS possuem versões cujos enredos se desenvolvem nos mais variados períodos históricos, desde as Cruzadas até o descobrimento do Brasil. Para os mais jovens, o RPG tem se mostrado uma ótima forma de aliar o estudo à diversão.
9 – Desestimulam a violência: ao contrário do que é noticiado, RPGs não exigem contato físico. Todas as lutas, ações, esquivas e ferimentos ocorrem na imaginação dos jogadores, e não na realidade. Até mesmo uma simples queda de braço entre personagens deve ocorrer de acordo com as regras do jogo e testes propostos pelo mestre, e não por um desafio real entre os jogadores. Logo, jogadores que por acaso utilizem agressões físicas em sessões de RPG estão subvertendo o conceito original do jogo.
10 – Suas estatísticas são favoráveis: no Brasil, cerca de 7 a 10 torcedores morrem todo ano em brigas de torcida de futebol, além de centenas ficarem feridos. Anualmente, cerca de 120 pessoas viciadas em jogos de apostas entram em tratamento no Hospital das Clínicas em São Paulo. Por enquanto não se tem notícias de mortes ou atos de violência realmente comprovados entre os jogadores de RPGs. Tampouco de RPGistas que passaram por alterações de comportamento e períodos de agressividade contra amigos e parentes. O RPG é um jogo pacífico que prega a colaboração e o espírito de equipe entre seus jogadores. Portanto, não julgue um livro pela sua capa assustadora. Seu conteúdo prega valores inestimáveis à construção do caráter de um indivíduo.

Texto sobre RPG, mas depois escrevo decentemente. Para adiantar, olhem o meu twitter.

Via Editora Daemon

“Dez Verdades sobre o RPG

07/07/2009 – Heloísa Biagi.

A mídia generalizada cumpre perfeitamente seu papel em crucificar os RPGs e oferecer uma solução fast-food a crimes que expõem as mazelas da sociedade. Por aqui, como jogadora de RPGs há 8 anos de ficha criminal limpa e perfeito juízo mental, me sinto na obrigação de listar algumas verdades sobre os RPGs as quais eu mesma presenciei durante todo esse tempo – e cuja divulgação a poucos interessa.

A lista:

1 – RPGs estimulam o convívio social: jogar RPG, requer, no mínimo, duas pessoas: um mestre, responsável pela criação do roteiro do jogo e dos desafios, e um jogador, que deverá passar pelos desafios propostos pelo mestre. Porém, a grande maioria dos jogadores prefere grupos de 5 a 7 pessoas (ou mais) para enriquecer a história e tornar o jogo mais interessante. Reunindo-se periodicamente, os jogadores criam um compromisso com o RPG e um laço de união entre si, que geralmente transcende o script e transforma parceiros de jogo em amigos na vida real.

2 – Fortalecem as noções de trabalho em equipe: ao contrário da maioria dos jogos de estratégia, no RPG não há “vencedores” ou “perdedores”, e sim jogadores que devem colaborar entre si para enfrentar as situações propostas no roteiro. Juntos, eles devem planejar estratégias, debater opiniões e tomar decisões de acordo com o consenso do grupo para que todos sejam beneficiados, desenvolvendo assim seu espírito de trabalho em grupo.

3 – Aprimoram a comunicação interpessoal: nos RPGs, assim como no teatro, os jogadores “interpretam” seus personagens através da fala, da expressão e do modo de agir. Ao interpretar um personagem com traços e personalidade diferentes dos seus, o jogador experimenta novas formas de se comunicar e acaba por expandir as possibilidades da própria expressão pessoal.

4 – Desenvolvem a empatia do jogador: durante a trama, um personagem passa por diversas situações que lhe afetam emocional e psicologicamente: é ferido, perde amigos e entes queridos, é recompensado, ganha aliados, exerce influência sobre outros personagens, etc. Ao interpretar as reações do personagem diante de tais situações, o jogador desenvolve sua empatia e sua capacidade de compreender os sentimentos alheios.

5 – Agilizam o raciocínio: lutas, esquivas, fugas, armadilhas e enigmas são apenas alguns exemplos de desafios que fazem parte do roteiro dos RPGs. Resolvê-los requer do jogador a capacidade de pensar rápido e criar soluções para problemas e pode se tornar um verdadeiro exercício de raciocínio lógico que logo se transforma em benefícios na vida real.

6 – Incentivam a criatividade: todo o enredo do jogo se passa no imaginário dos participantes. Embora os jogadores volta e meia utilizem imagens de referência e esquemas para maior compreensão do roteiro, cada jogador acaba criando uma visão das situações a partir da própria imaginação, aprimorando assim sua capacidade de conceber mentalmente cenários e ações.

7 – Estimulam ambos os hemisférios do cérebro simultaneamente: ao estimular tanto o raciocínio lógico do jogador quanto sua imaginação, o RPG propicia ao jogador benefícios semelhantes aos da leitura de um livro, que desenvolve simultaneamente ambos os hemisférios do cérebro (direito e esquerdo).

8 – Enriquecem o conhecimento: a história de Dungeons and Dragons, o pioneiro e um dos mais populares RPGs de todos os tempos, se passa em um mundo fantástico paralelo baseado na Idade Média e possibilita a seus jogadores a familiarização com vários aspectos da cultura medieval, como as batalhas, vestimentas, hábitos, alimentação e hierarquia social. Outros jogos como o GURPS possuem versões cujos enredos se desenvolvem nos mais variados períodos históricos, desde as Cruzadas até o descobrimento do Brasil. Para os mais jovens, o RPG tem se mostrado uma ótima forma de aliar o estudo à diversão.

9 – Desestimulam a violência: ao contrário do que é noticiado, RPGs não exigem contato físico. Todas as lutas, ações, esquivas e ferimentos ocorrem na imaginação dos jogadores, e não na realidade. Até mesmo uma simples queda de braço entre personagens deve ocorrer de acordo com as regras do jogo e testes propostos pelo mestre, e não por um desafio real entre os jogadores. Logo, jogadores que por acaso utilizem agressões físicas em sessões de RPG estão subvertendo o conceito original do jogo.

10 – Suas estatísticas são favoráveis: no Brasil, cerca de 7 a 10 torcedores morrem todo ano em brigas de torcida de futebol, além de centenas ficarem feridos. Anualmente, cerca de 120 pessoas viciadas em jogos de apostas entram em tratamento no Hospital das Clínicas em São Paulo. Por enquanto não se tem notícias de mortes ou atos de violência realmente comprovados entre os jogadores de RPGs. Tampouco de RPGistas que passaram por alterações de comportamento e períodos de agressividade contra amigos e parentes. O RPG é um jogo pacífico que prega a colaboração e o espírito de equipe entre seus jogadores. Portanto, não julgue um livro pela sua capa assustadora. Seu conteúdo prega valores inestimáveis à construção do caráter de um indivíduo.

Dark days

Mulder: (…) and then we’ll get out of here… just me and you.
Scully: As far away from the darkness as we can get?
Mulder: I’m not sure it works that way. I think maybe the darkness finds you and me.
Scully: I know it does.
Mulder: Let it try.

(The X Files: I Want to Believe, 2008)

Só porque eu adoro muito esse trechinho… e porque esse rascunho está salvo há muito tempo… e porque faz muito tempo que não posto nada… portanto, fim!

Luzes eternas…

"Desaparecidos do Araguaia, quem procura osso é cachorro."

Cartaz contra desaparecidos irrita deputados
Com slogan ”quem procura osso é cachorro”, Bolsonaro deixa colegas indignados
Pedro Venceslau

Um cartaz pendurado na porta do gabinete do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) está causando polêmica na Câmara. Deputados do PC do B ficaram indignados diante da imagem de um cachorro mordendo um osso sob a mensagem “Desaparecidos do Araguaia, quem procura osso é cachorro.” Trata-se de um “recado” aos setores da esquerda que defendem a abertura dos arquivos da ditadura, além da recuperação dos restos mortais de militantes que participaram da guerrilha rural liderada pelo PC do B nos anos 70.

Único parlamentar a defender abertamente a ditadura militar, Bolsonaro afirma que está fazendo um protesto contra as indenizações “bilionárias” concedidas aos ex-presos políticos. “A mentira deles não é a verdade da história. O povo tem de dar graças a deus aos militares. Tenho o direito de me expressar”, diz o parlamentar.

O cartaz da discórdia foi feito em 2005 para provocar o então ministro da Casa Civil, José Dirceu, que havia feito um discurso na Casa. “Ele disse:  ‘vamos atrás dos ossos…’ Na ocasião não houve repercussão”, diz Bolsonaro. A deputada Jô Moraes (PC do B-MG) fotografou o cartaz com seu celular e enviou a imagem para o líder do partido, Daniel Almeida. “Eu não sabia da existência disso. Fiz um pronunciamento na tribuna. Vamos entrar com um processo no Conselho de Ética por falta de decoro. Isso extrapola os limites mais elementares da convivência política e humana. Alguns deputados preferem não polemizar, pois dizem que ele quer só aparecer na mídia. Mas seria uma omissão tratar o caso apenas como desequilíbrio mental. Até os desequilibrados mentais têm limite.”

“Não concordo com o que ele diz, mas Bolsonaro tem todo o direito de se expressar. Sou contra qualquer tipo de punição”, rebate Ciro Nogueira (PP-PI). O movimento Tortura Nunca Mais enviou cartas ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e ao presidente da Comissão de Direitos Humanos, Luiz Couto (PT-PB), pedindo providências. “Isso é uma ofensa à humanidade. Os partidos de esquerda da Câmara não podem conviver com isso, apenas achar graça”, protesta Rose Nogueira, diretora do movimento.

Frases:
Jô Moraes – Deputada (Pc do B – MG)
“Vamso entrar com um processo no Conselho de Ética por falta de decoro. isso extrapola os limites mais elementares da conviência política e humana”

Jair Bolsonaro – Deputado (PP-RJ)
“A mentira deles não é a verdade da história. O povo tem que dar graças a deus aos militares. tenho o direito de me expressar”

Fonte: O Estado de São Paulo – pág A-11 (se você é assinante, clique aqui)

Olha, vou me abster de comentar isso…. Lamentável!

Para minha amiga...

Meu anjo, Gabi, me mandou um e-mail com um texto do sr. Vladimir Lenin, dizendo algo sobre como ele preveu o futuro. Fiquei tão feliz! Afinal, esses malditos comunistas mafaldinhas realmente preveram o futuro, mesmo que não seja nada bonito.

Porém, eu não li a mensagem, um power point. Não gosto destes slides, mas mandei uma mensagem para minha amiga, dizendo que concordava com aquilo sim!

Bem, deu merda! Eu não concordo pois o texto descreve uma coisa e os slides associam com outra…

Quem quiser baixar, clique aqui. Depois de lerem o power point, vocês entenderão o texto abaixo.

“oi mor….
não sei qual[e-mail] vc vai ver primeiro, então mando nos dois…

tá, agora vem a parte constrangedora….

admito!!! respondi o mail sem ver o power point!!!! eu não tenho paciência pra nenhuma apresentação…..
baixei e li depois… afinal é o nome do tio lenin que está no bendito, né?

e é aqui que a vossa querida chata entra em ação xD

o que Lenin lista ali (e que o ppt não fala) é que esta é a forma de agir da sociedade CAPITALISTA!!! é só observar como era o estado SOCIALISTA

(adendo: eu repudio TODA [eu disse TODA] forma de repressão! a URSS era socialista, mas repressora. Cuba é comunista, mas repressora. China é comunista, mas opressora. Logo, eu as repudio)

é só observar a nossa sociedade… ou vc acha que em 6 anos é possível alterar de maneira tão drástica a História? afinal é disto que o ppt fala, com tantas imagens gritantes do Lula e do PT…. (eu não sou petista, Lula se vendeu ao manter muito do que o FHC fez, mas não podemos ignorar o fato de que o Brasil tem gripe qdo o mundo inteiro morre de câncer nos pulmões, numa analogia à crise econômica. E que economistas do mundo inteiro elogiam a política econômica atual, que passou a contrapor em alguns pontos à política dos anos FHC)

bem, cabe divulgar uns sites: www.paulohenriqueamorim.com.brwww.viomundo.com.br

me lembra de te levar minha xerox do “A ideologia alemã” do Marx…. ok, a xerox é parcial, mas o principal está ali… e tbm o “Manifesto do Partido Comunista”. Aliás, comece com este! É bem mais didático, mais claro. Como eu não li “O Capital” por ser difícil demais, nem te indico…

e, de boa,
1.) liberdade sexual foi o que finalmente igualou as mulheres e os homens. Óbvio que conquistamos muitos direitos até os anos 60, mas foi a pílula, que permitiu à mulher escolher qdo ter os filhos, que finalmente pudemos nos igualar aos homens. Ao menos em direitos, porque ainda há muita luta ideológica e cultural. Limitando-se ao Brasil, pois se compararmos à África (e não digo as regiões sub-saarianas que não tem nem comida quiçá Direito; digo os centros urbanos) a diferença é abismal!!! E se compararmos aos extremistas (e ressalto EXTREMISTAS) islâmicos e judeus (sim, não se surpreenda!), em que a mulher deve apenas obedecer ao seu marido, lutarmos por menos nudez feminina em comerciais de cerveja não é nada!!! O que devemos combater é a tal da corrupção, pois é por ela que vem a banalização das relações. Liberdade sexual NÃO é igual à banalização! Deveria ser mais um meio pelo qual expressamos nosso amor pelo próximo, não uma busca desenfreada pelo prazer…. e isto é o que pregava a cultura hippie, movimento de contra-cultura. E os movimentos de contra-cultura combatiam as culturas dos grandes meios de comunicação…

2.) Os meios de comunicação são controlados por quem tem dinheiro, posto que vivem do dinheiro vindo das propagandas. Nenhuma empresa paga para um meio de comunicação divulgá-la se a empresa não concorda com a ideologia do meio de comunicação. Empresas seguem a idéia do LUCRO. Portanto, os meios de comunicação NÃO representam o povo, mas divulgam e forçam a maneira de pensar que seus patrocinadores desejam.

3.) Se não houver discussão, não há evolução. Devemos discutir, devemos conversar! Temos esta liberdade portanto DEVEMOS usá-la! JAMAIS devemos outorgar nossa opinião sobre que discorda de nós.

4.) Carece de fontes acadêmicas, mas eu li em algum lugar que há uma tendência de transferência do nacionalismo, do amor à nação, para a fidelidade as grandes empresas. Posso dizer pra vc, com certeza, que isto é fato! Passei 4 dias num treinamento que visava o atendimento, mas não focava no ser humano, focava o cliente. Porque a empresa não precisa de seres humanos, precisa de cliente. E a gincana do treinamento foi um teste de seus conhecimentos sobre a empresa. Fato consumado. Tendo a pessoa desvinculado a imagem de liderança dos seus representantes e com toda a propaganda da empresa, a pessoa tende a acatar as ordens da empresa, que visa o LUCRO, como disse acima.

5.) “Fale sempre em democracia e em estado de direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o poder sem qualquer escrúpulo.” Esta frase vem acompanhada da foto de Hugo Chavez e Evo Morales, ambos de esquerda e que todo os direitistas acusam de totalitaristas e populistas. Não os defendo, principalmente pq o Chavez fechou uma emissora de tv (independente de ser a favor ou contra o governo, temos o direito de nos expressar. Mas pouco sabemos (eu, vc e o mundo) sobre o fechamento dessa estação de Tv. Sabemos, apenas, que ela era contra o governo.) O Capitalismo faz isso de maneira beeeem pior. Pois ele usa dos meios de comunicação para te convencer que vc deve comprar um celular novo, mesmo que mal tenha acabado de pagar o atual, usar da manipulação e censura para colocar um presidente é bem mais fácil (já que o voto é obrigatório e vc não desembolsa nada por isso)

6.) sim é o Capitalismo que faz isso. O que desestabiliza o sistema financeiro público são as más prestações de contas das empresas e a corrupção. Maior é a corrupção pelos lobbys do que por qualquer outro meio.

7.) A greve só ocorre em última instância, é o último recurso na luta do trabalhador. E é DIREITO de todo trabalhador, seja privado ou público. Mas a corrupção e o atrelamento dos sindicatos tem desacreditado essa importante luta do trabalhador. Vejo isso todos os dias na USP e vivo isso atualmente… e vejo na sua ausência nas empresas privadas o isolamento da classe trabalhadora. Afinal, o que prevalece é o pensamento egoísta. Ou seja, não importa que meu colega foi demitido sem razão, ou que ele ganhe menos por ser de minoria (seja racial, sexual ou física), o que importa é o meu salário chegar no dia 5.

8.) Este é redundante. Destituir o poder de quem mantém a ordem vigente (vale ressaltar, vigente não significa justa. Vide nossa Ditadura Militar) é remanejá-lo para outra. A revolta é outro meio de luta importante e necessário! Só porque a ordem é vigente, não significa que é justa; se a ordem vigente não representa os desejos da população, não a atende em suas necessidades básicas (direito a terra, incluso, mas não à água. Sabia que a água não é um direito humano garantido?), o povo deve se rebelar. Cedemos nossa liberdade individual e pagamos impostos para termos direito e garantia aos meios de produção da manutenção da vida. Se os líderes não nos cedem isso, devemos lutar para obter de volta nossa liberdade individual ou para cedê-la a um terceiro que cumpra sua palavra ou para si próprio (este segundo caracteriza o anarquismo)

9.) Redundante [2]

10.) Resiste quem não é a favor do sistema vigente. Seja capitalista ou socialista. O tomar em armas é a medida mais extrema. Mas mantenho-me como a favor da proibição da venda de armas (como de fato é. O referendo não mudou a lei)

nossa, finalmente né? Mas é que vc sabe como eu sou…. não suporto ver as coisas erradas….

te amo!

bjos…”

Beirut - Elephant Gun

Beirut – Elephant Gun

If I was young, I’d flee this town
I’d bury my dreams underground
As did I, we drink to die, we drink tonight

Far from home, elephant gun
Let’s take them down one by one
We’ll lay it down, it’s not been found, it’s not around

Let the seasons begin – it rolls right on
Let the seasons begin – take the big king down

Let the seasons begin – it rolls right on
Let the seasons begin – take the big king down

And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the night

And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the silence, all that is left is all
That I hide

Para o amado

Distante de mim estás
E assim há de ser até que eu torne a te procurar
Não me falta desejo de largar tudo e partir
Ceder a essa saudade de ter-te junto a mim
Deixar-me levar nesse seu vai-e-vem lento e sedutor
Tê-lo tocando meus calcanhares, lambendo minhas pernas
Envolvendo minha cintura, puxando-me para um caloroso e úmido abraço

Tendo-me submersa em ti
Tomarias tudo que tenho
Corpo, mente e coração
Mas aceito vossa requisição
Porque em ti confio, amado e salgado mar…

Errata

Dios mio! Que Mendel me perdoe!

No post anterior, ao invés de:

“Por muito tempo fomos marginalizadas pela simples singularidade de um dos 46 pares de cromossomos ter uma perninha a mais que os homens”

Leiam: “Por muito tempo fomos marginalizadas pela simples singularidade de um dos nossos 46 cromossomos ter uma perninha a mais que os homens”

Temos 23 pares de cromossomos, totalizando 46. Nem parece que assisto Arquivo X e li o livro da consultora científica! Porque, é óbvio, eu vi na escola, mas só aprendi de verdade lendo o livro “A verdadeira ciência por trás do Arquivo X”, da Dra. Anne Simon.

Luzes eternas…